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fEpidemiologia O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente na mulher, atingindo na Europa, pelo menos uma em cada dez. Em Portugal são diagnosticados por ano cerca de 5.000 novos casos de cancro da mama. Na região norte a taxa é de 79 novos casos por ano e por 100.000 habitantes. Apesar dos avanços no tratamento é a primeira causa de morte por cancro entre os 40 e os 55 anos e a segunda em todas as idades. Etiologia e factores de risco Muito embora estejam identificados alguns riscos para o aparecimento do cancro da mama a sua etiologia permanece desconhecida. Entre os factores de risco mais estudados para aparecimento de cancro da mama estão:
Idade de menarca (1ª menstruação) precoce Idade de menopausa tardia Idade da primeira gravidez de termo tardia História de cancro da mama em familiares directos (mãe, irmãs e filhas) História passada de determinadas doenças mamárias
Existem programas matemáticos (alguns disponíveis na Internet) que utilizam estes e outros factores para calcular o risco de cancro da mama. No entanto, o seu médico assistente ou o especialista em patologia mamária são as pessoas melhor habilitadas para avaliar o risco de vir a desenvolver cancro da mama e esclarecer que significado têm os valores que são calculados por esses programas. Prevenção e diagnóstico precoce Por não ser conhecida a sua causa não há uma forma de prevenir o aparecimento do cancro da mama. A adopção de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, consumo moderado de álcool, sem tabaco e com exercício físico regular, parece ter algum efeito protector. A forma mais eficaz de diminuir a mortalidade por cancro da mama é o diagnóstico precoce da doença. (O cancro da mama detectado em estádios precoces tem uma taxa de cura superior a 90%). Antes de dar sintomas que alertem a mulher, o cancro da mama passa por uma fase em que só é detectável mediante um exame clínico dirigido e a realização de exames de imagem nomeadamente mamografia e ecografia mamária. O autoexame da mama é indicado como forma de detectar precocemente alterações mamárias que podem levar ao diagnóstico de cancro. Deve-se no entanto salientar que a maioria das alterações encontradas pelas mulheres no autoexame não são provocadas por doença maligna da mama. Sempre que possível a mulher deve estar integrada num programa de rastreio de cancro da mama Tratamento As armas terapêuticas de que dispomos para o tratamento do cancro da mama são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a hormonoterapia. Cirurgia A cirurgia no cancro da mama tem como objectivo o controlo loco-regional da doença. Realiza-se quer sobre a mama quer sobre os gânglios linfáticos da axila (para onde pode desseminar-se em primeiro lugar a doença). Sobre a mama as atitudes cirúrgicas podem ser a de mastectomia (remoção de toda a glândula mamária) ou a de cirurgia conservadora da mama (remoção da porção da mama onde se encontra o tumor). Na cirurgia da axila as atitudes possíveis são as de esvaziamento ganglionar axilar (remoção de todos os gânglios linfáticos e gordura da axila) ou a pesquisa de gânglio sentinela (identificação e remoção para análise do primeiro gânglio a ser eventualmente atingido pela doença). Radioterapia A radioterapia consiste no tratamento através de radiações. De uma forma geral pode-se dizer que a radioterapia está sempre indicada nas doentes que fizeram cirurgia conservadora da mama e em alguns casos de doentes submetidas a mastectomia. Quimioterapia A quimioterapia consiste no tratamento do cancro da mama com medicamentos, habitualmente administrados por via endovenosa e que têm como finalidade destruir as células malignas. Existem vários medicamentos com esta finalidade que no caso do cancro da mama são geralmente usados em associação de modo a aumentar a sua eficácia. Hormonoterapia A administração de hormonas é uma forma de tratamento de alguns tipos de cancro da mama. De uma forma geral o tratamento com hormonas é o mais prolongado podendo durar vários anos. Na maioria dos casos é necessário recorrer a mais do que uma destas formas de tratamento. A escolha entre os diferentes tratamentos e da sequência com que vão ser usados depende de diversos factores tais como o tipo de tumor a tratar, o estadio da doença, a idade da mulher, etc.
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